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São Francisco OFM 2015

Desde o século VIII, os monges beneditinos se reuniam, depois da Hora Prima, para escutar a leitura de um “capítulo” (capitulum) da Regra dos Monges de São Bento. Pouco a pouco, essa reunião da comunidade monástica começou a ser chamada de “capítulo” (do mosteiro), e o lugar em que reuniam, de “sala capitular”.

Nos mosteiros havia dois tipos de capítulo. Um consultivo: o Abade ou Abadessa pedia o conselho da comunidade a respeito de algum assunto. O outro era formativo: o Abade ou a Abadessa fazia um comentário sobre o significado de um trecho da Regra, apenas lido. O “Capítulo geral” foi criado pelos monges cistercienses, em 1195. Todos os Abades cistercienses reuniam-se uma vez por ano na Abadia de Citeaux (França).

Em 1215, o IV Concílio Latrão (cânone 18) estabeleceu que todas as Ordens religiosas celebrassem “capítulos”, de determinados a determinados anos (anual, trienal, etc.), seguindo o exemplo dos cistercienses, com o objetivo de promover a reforma da vida religiosa. Assim, a palavra “capítulo”, nos tempos de São Francisco, já havia adquirido um significado e gozava de longa e variada tradição.

De 1209 a 1217, aproximadamente, se celebrava um “Capítulo geral” duas vezes por ano: na Festa de Pentecostes (maio-junho); e na festa de São Miguel (29 de setembro). Mais tarde, (1218-1223), os Ministros da Itália e regiões vizinhas celebravam cada ano um Capítulo em Pentecostes e, cada ano, celebravam-se também “capítulos provinciais” na Festa de São Miguel. A cada três anos, os Ministros das Províncias “além dos Alpes” participavam do “Capítulo Geral”, na Porciúncula. Hoje, a Ordem dos Frades Menores estabelece um Capítulo na Província ou Custódia a cada três anos e um Capítulo geral a cada seis anos.

Paz e Bem!